COIMBRA - FNAC - 2010-02-19
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2010/02/20
2010/02/16
2010/02/10
Gil Scott-Heron
Ao contrário da grande maioria das coisas que tenho lido na net, eu não conhecia de todo este velho ancião, é bastante provável que já tivesse em tempos, lido o seu nome algures, mas nunca o suficiente para o fixar (coisa que entretanto já resolvi, indo ouvir quase todo o material dos anos 70 deste autor). Toda esta explosão de palavras à volta do nome de Gil Scott-Heron, tem como principal detonador as suas próprias palavras. Passo a explicar, Gil Scott-Heron é um poeta que canta, usa o vocabulário como arma de revolta num mundo povoado de problemas sociais, usos e abusos, tudo isto tendo como base o “faz como eu digo e não como eu faço”, visto ele próprio padecer desses problemas. Após uma longa paragem Gil Scott-Heron regressa a estúdio e grava I’m New Here, o que não deixa de ser um título caricato para um autor, que conta com mais de uma dúzia de álbuns gravados.
I’m New Here é um álbum de um sexagenário, a quem o tempo apenas deu destreza de espírito e amplitude de vida, musicalmente é perfeitamente actual, estando a par dos seus pares. O ambiente poético que nasce logo no inicio de I’m New Here é a prova de que o velho Gil Scott-Heron regressa de um sítio doloroso, de um lugar sombrio e de privação; com “Me And Devil“ visita as linhas sonoras negras e sombrias de Burial produzindo uma zona profundamente obscura; em “I’m New Here” é um cantautor folk de palha ao canto da boca; “Your Soul And Mine” um loop mental, completo com um poema austero; “New York Is Killing Me“ um choro repetitivo, um canto urbano de sofrimento.
I’m New Here que é já um dos grandes discos de 2010, peca apenas pela sua curta duração, quando começa a penetrar-nos a alma e fazer-nos felizes acaba, problema de fácil resolução, basta clicar novamente no play.
Momento Mágico: Me And The Devil
Gil Scott-Heron - I'm New Here (2010) - XL Recordings Ltd.

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Antonio Antunes
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2010/02/01
2010/01/25
Delphic
Outra Vez os 80’s
Momento Mágico: Counterpoint
Delphic – Acolyte (2010) - Chimeric

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2010/01/22
2010/01/12
The Antlers
Que isto ia acontecer já eu sabia, era uma tudo uma questão de tempo, bastava fazer e publicar a minha lista de 2009, para descobrir logo de imediato um disco que podia (e deveria) ter feito parte dela, seja como for as listas passam e a música fica (isto devia deixar-me mais confortável, mas afinal não deixa).
Posto isto vamos ao que interessa, a banda comandada por Peter Silberman anda nisto já há algum tempo e ao 4º disco os The Antlers assinam um disco repleto de tons obscuros, Hospice é um disco onde vive (e se vive) o Outono, está apinhado de tonalidades acastanhadas que quando mergulhadas nas neblinas criadas por Silberman trazem á tona a solidão, a saudade e a austeridade. O mundo criado por Hospice é um mundo bipolar, sulca caminhos percorridos a espaços, onde a tudo é dado uma atenção redobrada. Hospice é uma viagem épica-psicadélica, amortecida aqui e ali pelas paredes almofadas da instituição.
Momento Mágico: Sylvia
The Antlers - Hospice (2009) - Frenchkiss Records

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2009/12/30
2009 em discos
Animal Collective – Merriweather Post Pavillion
B Fachada – B Fachada
The XX – XX
Grizzly Bear – Veckatimest
Andrew Bird – Noble Beast
:papercutz – Lylac
Nosaj Thing – Drift
Pink Mountaintops – Outside Love
Mayer Hawthorne – A Strange Arrangement
Cass McCombs – Catacombs
Lightning Dust – Infinite Light
Samuel Úria – Nem Lhe Tocava
Noah And The Whale – The First Days Of Spring
Fever Ray – Fever Ray
Discovery – LP
Dan Deacon – Bromst
João Coração – Muda Que Muda
Timber Timbre – Timber Timbre
Bat For Lashes – Two Suns
Memory Tapes – Seek Magic
Antony & The Johnsons – The Crying Light
It Hugs Back – Inside You Guitar
Moderat – Moderat
Chris Garneau – El Radio
Golden Silvers – True Romance
Atlas Sound – Logos
Girls - Album
Say Hi – Oohs & Aahs
Phoenix – Wolfgang Amadeus Phoenix 
The Legendary Tigerman – Femina
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2009/12/28
2009/12/22
2009/12/13
B Fachada
Muito se tem dito e muito se tem escrito, à volta das coisas que B Fachada vai fazendo na música, e o que vai surgindo na imprensa escrita ou nas linhas etéreas da net, vai desenhando um artista que se odeia ou que se ama irredutivelmente. Pessoalmente confesso que até ao Um Fim-de-Semana no Pónei Dourado (2009), ouvi-a com respeito, mas não o conseguia levar completamente a sério, teimava em vê-lo como uma espécie de Manuel João um pouco mais erudito e nada mais que isso. É desta forma e seguindo este argumento, que parti em direcção B Fachada (o álbum), sem compromissos e com normais expectativas.
Sabendo que não vou ser levado completamente a sério, vou afirmar que B Fachada, o disco homónimo e segundo deste ano de Bernardo Fachada, é provavelmente a melhor coisa que ouvi cantada em português nos últimos 10 anos (apetecia-me dizer mais…), um disco intimista e repleto de pequenas histórias, as quais Fachada conseguiu dar a ironia perfeita. B Fachada pode parecer um diamante em bruto, mas deixando entrar a luz em certos ângulos e tomando atenção a todas as suas verdadeiras formas, reparamos que é uma peça preciosa como poucas.
A abertura feita a “Responso Para Marido Transviado” marca o ponto de partida, para uma aventura entre a língua portuguesa e deliciosa voz de Fachada; “Cantiga de Amigo” é construída sobre a estrutura harmoniosa de rhodes, que mantém coesa toda a canção; “O Desamor”é uma viagem sem sair do sítio, é o perfeito retrato da eterna partida adiada, usando a palavras de Fachada “… não é preciso dor, para provar o desamor”; “A Velha Europa” é um carrossel mágico onde não se paga bilhete; “Tempo Para Cantar” é aquele tipo de canção perfeita, não há nada para dizer; a pura diversão “Estar à Espera ou Procurar” sai com a intenção de quebrar a melancolia do disco, ainda assim funciona como um calmante relaxante, um suave bater de pé.”A Bela Helena” é uma história idílica sobre o ciúme, construído com um brilhantismo inigualável, um tema lindíssimo; é com “Kit de Prestidigitação” que tenho a primeira noção do único defeito do disco, é curto, passa depressa…
B Fachada transformou-se num cantor adulto, num músico a serio, entrou para a lista dos músicos portugueses que merecem um altar.
Momento Mágico: Tempo Para Cantar

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2009/12/08
Grizzly Bear
O ano está quase no fim, aqui e ali vão surgindo as listas dos melhores albuns do ano (o meu está em construção e sairá muito em breve - fiquem atentos). Fica para já um dos melhores temas de 2009.
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Antonio Antunes
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2009/11/29
II Rock N' A. D. EGA
EGA - PAVILHÃO DA ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA - 2009/11/28
BOOSTER - MySpace
KARPE DIEM - MySpace
ANTI-CLOCKWISE - MySpace
GAZUA - MySpace
EX-VOTOS - MySpace
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Antonio Antunes
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2009/11/25
2009/11/21
2009/11/18
The Legendary Tiger Man
Talvez as principais características da musica de Legendary Tiger Man, sejam a sua carga fortemente sensual, o arrastamento das suas composições e a forma descarnada como as interpreta. Se até agora estes foram alguns dos seus conceitos, com Femina tudo adquire uma dimensão ainda mais reforçada. Rodeado de imensas mulheres (Asia Argento / Maria de Medeiros / Peaches / Becky Lee / Rita Redshoes / Lisa Kebaula / Cláudia Efe / Phoebe Killdeer / Mafalda Nascimento / Cibelle), o Homem-Tigre abandona a posição de músico solitário, e com a destreza que lhe é tão particular constrói um álbum portentoso. Tema após tema, Paulo Furtado traça a preto e branco o desenho da mulher perfeita, delineando primorosas linhas de contorno e retratando o lado feminino das mais diversas tonalidades. Femina é rock-roll no feminino pelas mãos de um ser masculino, e ter consigo traduzir tudo isto com tanta mestria, prova que The Legendary Tiger Man é dos mais notáveis músicos da nossa praça.
Momento Mágico: These Boots Are Made For Walking
The Legendary Tiger Man – Femina (2009) - EMI

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2009/11/15
Animal Collective
Mais um video retirado de Merriweather Post Pavilion (2009).
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2009/11/03
The XX
Cada vez são menos as bandas que conseguem, logo ao primeiro disco focarem tanta atenção sobre si, aparentemente a razão disso terá mais a ver com nossa desconfiança, do que com uma divulgação/produção menos capaz, todo este raciocínio daria para uma curta tese, mas isso pouco importa agora, o que quero salientar é que essas bandas existem e estão por aí, à curta distancia de um clique, é só procurar (segue-se um exemplo do que falo).
A banda Londrina fundada em 2008, agarra na componente mais suave e mais elementar de uns Young Marble Giants e colando uns ritmos deprimidos de uns The Cure, produz uma sonoridade localizada algures entre o fim dos anos 80 e o principio dos 90. A magia criada pela conjugação das vozes de Romy Madley Croft e de Oliver Sim, reveste estes The XX de uma aura de aprazível sedução (“Crystalised” / “Stars”), um caminho de subtis manipulações (“VCR” / “Basic Space”) ou então uma paixão descontrolada (“Infinity”). Com o aproximar do fim de 2009, começo a esboçar a lista dos melhores do ano, sinceramente não sei nem imagino ainda, qual a ordem em que vou por este disco dos The XX, mas tenho quase a certeza que ficará nos 5 primeiros.
Momento Mágico: Infinity
The XX – XX (2009) - Young Turks

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2009/10/26
Health
Ruído com Sentido
John Famiglietti (o homem-máquina por detrás dos Health), retoma após dois anos o mesmo conceito de minimalismo noise, a corrente então desenvolvida deu origem ao álbum com o mesmo nome e nele uma grande parte da crítica deu louvores, criando uma espécie de esperança delirante. Get Color resulta dessa confiança, a fé que anima este cosmos desvairado ganhou forma física em formato de rodela comprável (ou melhor descarregável) em qualquer bom estabelecimento de referência. Os Health seriam mais uma banda de noise, até porque tem tudo para o ser: guitarras iradas; sintetizadores em permanente loop; baterias a viverem uma pequena revolução industrial, a diferença nasce nas sombras sob a forma de espectro vocal, é aqui que reside a diferença, é na suave mistura que toda esta confusão ganha forma e sentido.
Momento Mágico: We Are Water
Health – Get Color (2006) – Lovepump United

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2009/10/16
Discovery
A meio caminho entre a pop de efeito imediato e a electrónica de cariz corriqueiro, nascem os Discovery um disco feito a meias por Rostam Batmanglij (Vampire Weekend) e Wes Miles (Ra Ra Riot), que de braço foram dando corpo a um caleidoscópio de milhentos sons e cores. O que se encontra dentro do mundo escondido de LP, é precisamente aquilo que é imediato, as primeiras vezes que ouvi o disco, fiquei com a sensação que existe muita coisa escondida, sobre a qual temos de reflectir e procurar soluções necessárias, depois e com o passar do tempo, toda a neblina começa a levantar e nasce um dia maravilhoso onde o sol é rei e senhor. Um dos factores mais interessantes de LP, é não se contentar com uma única etiqueta, aliás se à coisa com que os Discovery não se importam é com rótulos, dentro de LP há pop experimental, electro, voice coder em exagero, se há um objectivo definido em Discovery, é precisamente não ter de descobrir rigorosamente nada.
Momento Mágico: Carby
Discovery – LP (2009) - XL

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2009/10/13
2009/10/02
Atlas Sound
Um ano após Let The Blind Lead Those Who Can See But Cannot Feel (2008), Bradford Cox volta á acção com Logos. Se até este momento o associava de imediato aos Deerhunter, com estes dois trabalhos num tão curto espaço de tempo, surge a libertação desse seu outro projecto, e nasce uma nova estrela no firmamento indie pop. Cox sempre foi visto como um músico um pouco há parte, a sua forma meia excêntrica de estar no mundo da música, sempre lhe deu a capacidade necessária para fazer o que bem entendesse, é assim que sem pressão e sem recorrer a normas produz Logos.
Logos é um disco em que o equilíbrio é bastante ténue, há como que uma agradável sensação de claustrofobia, a nuvem escura que paira sobre a alma de Cox é o sintoma da sua bipolaridade musical. Cox tem o espírito carregado de ideias, e se algumas são imediatas (“Walkabout” / “Criminals” / “Quick Canal”), há outras que são de facto mais demoradas e bem mais exigentes, necessitando da nossa parte uma maior e mais apurada atenção (“The Light That Failed” / “Shelia” / “Kid Klimax”), seja como for e analisando Logos de uma forma mais intensa, encontrei um disco moderadamente feliz e eficazmente triste, está repleto de sentimentos dúbios, há uma guerra de egos dentro de Cox, e usando (e abusando) dessa premissa vai montando e desmontado a sua arte.
Momento Mágico: Shelia
Atlas Sound - Logos (2009) - 4AD

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2009/09/21
Delorean
Momento Mágico: Seasun
Delorean – Ayrton Senna [EP] (2009) - Fool House

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2009/09/16
2009/09/14
Micah P. Hinson
O trabalho de Micah P. Hinson, não é mais do que um simples disco de covers... Ouçamos então o senhor.
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2009/09/09
Soulsavers
Não existe novidade alguma em misturar diversos estilos de música, há imensos projectos e bandas a faze-lo, tornar a coisa perfeitamente harmoniosa é que faz toda a diferença. Rich Machin e Ian Glover vêm já desde há algum tempo, a conseguir marcar essa diversidade, o seu cosmos engloba electrónica, pop, gospel, country e rock, criando um ambiente intimista e deveras melancólico. Nos anteriores dois trabalhos Tough Guys Don’t Dance (2003) e It's Not How Far You Fall, It's the Way You Land (2007), já tudo tinha sido explicado e definido, com o novo trabalho Broken, o que se sente é ainda uma maior pureza na forma como tudo é explanado. Broken tem convidados de luxo, para além do já habitual Mark Lenagan (Screaming Trees / Queens Of The Stone Age / The Gutter Twins), há Mike Patton (Faith No More), há Jason Pierce (Spiritualized) entre outros. A colaboração entre estas (geniais) vozes e musica produzida por Machin e Glover levam os Soulsavers a uma dimensão quase religiosa. Broken são os Soulsavers a tentarem salvar a alma, a deles e a nossa.
Momento Mágico: Unbalanced Pieces
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2009/09/05
Girls
Anda por aí, o primeiro disco de Girls, fica o excelente primeiro single:
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