2010/02/27

Festival Para Gente Sentada

SANTA MARIA DA FEIRA - CINE-TEATRO ANTÓNIO LAMOSO - 2010/02/26

PERRY BLAKE - MySpace




BILL CALLAHAN - MySpace




2010/02/23

Surfer Blood

Solarengos

A solarenga e turística Florida dá-nos a conhecer desta vez os Surfer Blood, uma banda invadida por guitarras, onde a voz cristalina de John Paul Pitts marca o ponto de ordem. Astro Coast é o nome seu debut álbum e dificilmente conseguiriam melhor apresentação, a fluidez dos seus acordes e riffs, transmitem a pura noção de destreza e simpatia primaveril, coisa que todos estamos tão necessitados, depois deste prolongado e chuvoso Inverno.
Com “Floating Vibes” abrem-se as portas de Astro Coast e assim se chega a essa exótica praia do Sul, mar calmo, esplanada deserta e de refrescos (leia-se cervejas) gelados. “Harmonix” é clara como o cristal, deliciosos os acordes em harmónica, tirando logo ao inicio da canção. O inicio de “Neighbour Riffs” cheira a Stone Roses por todos os acordes, está lá tudo, a cadência, a afinação das guitarras.
Surfer Blood não são tão perfeitos como os The Shins, não arriscam um passeio indie como fazem os Vampire Weekend e não são tão certinhos como os Weezer, ainda assim cumprem na perfeição a sua função. A vertente mais cinematográfica dos Surfer Blood atribui-lhes um universo de banda sossegada, banda de canto de bar, banda que tema após tema vai criando nas nossas mentes localidades que apesar de longínquas, conseguem estar logo ali ao virar da esquina.

Momento Mágico: Anchorage


Surfer Blood - Astro Coast (2010) - Kenine Records


Surfer Blood (site) & MySpace


2010/02/20

Samuel Uria (Concerto)

COIMBRA - FNAC - 2010-02-19
MySpace



2010/02/16

Retribution Gospel Choir

Power Trio Competente

2010/02/10

Gil Scott-Heron

Velho Ancião

Ao contrário da grande maioria das coisas que tenho lido na net, eu não conhecia de todo este velho ancião, é bastante provável que já tivesse em tempos, lido o seu nome algures, mas nunca o suficiente para o fixar (coisa que entretanto já resolvi, indo ouvir quase todo o material dos anos 70 deste autor). Toda esta explosão de palavras à volta do nome de Gil Scott-Heron, tem como principal detonador as suas próprias palavras. Passo a explicar, Gil Scott-Heron é um poeta que canta, usa o vocabulário como arma de revolta num mundo povoado de problemas sociais, usos e abusos, tudo isto tendo como base o “faz como eu digo e não como eu faço”, visto ele próprio padecer desses problemas. Após uma longa paragem Gil Scott-Heron regressa a estúdio e grava I’m New Here, o que não deixa de ser um título caricato para um autor, que conta com mais de uma dúzia de álbuns gravados.
I’m New Here é um álbum de um sexagenário, a quem o tempo apenas deu destreza de espírito e amplitude de vida, musicalmente é perfeitamente actual, estando a par dos seus pares. O ambiente poético que nasce logo no inicio de I’m New Here é a prova de que o velho Gil Scott-Heron regressa de um sítio doloroso, de um lugar sombrio e de privação; com “Me And Devil“ visita as linhas sonoras negras e sombrias de Burial produzindo uma zona profundamente obscura; em “I’m New Here” é um cantautor folk de palha ao canto da boca; “Your Soul And Mine” um loop mental, completo com um poema austero; “New York Is Killing Me“ um choro repetitivo, um canto urbano de sofrimento.
I’m New Here que é já um dos grandes discos de 2010, peca apenas pela sua curta duração, quando começa a penetrar-nos a alma e fazer-nos felizes acaba, problema de fácil resolução, basta clicar novamente no play.

Momento Mágico: Me And The Devil


Gil Scott-Heron - I'm New Here (2010) - XL Recordings Ltd.


Gil Scott-Heron (site) & MySpace


2010/02/01

Midlalke

Estão de volta...

2010/01/25

Delphic

Outra Vez os 80’s

O álbum de estreia desta nova banda que nos chega de Manchester, vem carregado de energia por todos os lados, a sensação com que se fica ao ouvir pela primeira vez Acolyte é que alguém abriu a porta do cárcere e de lá saíram em desespero 4 rapazes com uma enorme vontade de liberdade. São imensas as bandas que persistem, em querer carregar aos ombros, uma responsabilidade (que nem sempre é fácil de assumir) de continuarem a produzir os sons mais electro-dancáveis dos anos 80, são assim os Delphic. Percorrendo o mesmo caminho que uns Klaxons ou que uns The Rapture, a banda liderada por Matt Cocksedge e por Richard Boardman traçam um disco de pura indie dance marcada por sons de uma bateria fortemente acelerada e por um sintetizador omnipresente, a tudo isto junta-se na perfeição a guitarra eléctrica e a voz angustiada de James Cook, a soma de tudo faz de Acolyte um disco quase instantâneo.
Acolyte irá funcionar (caso não me engane) como um verdadeiro hype, irá surgir de mansinho, para depois crescer até onde a vista alcança, é um disco que tem diversas frentes, que poderá usar em seu próprio benefício, basta que para isso a divulgação e promoção funcione da forma correcta, eu deste lado vou vendo/lendo (e ouvindo) o que acontece.

Momento Mágico: Counterpoint


DelphicAcolyte (2010) - Chimeric


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2010/01/22

Future Of The Left

Rock à séria.... (da 4AD)

2010/01/12

The Antlers

Semi-épicos

Que isto ia acontecer já eu sabia, era uma tudo uma questão de tempo, bastava fazer e publicar a minha lista de 2009, para descobrir logo de imediato um disco que podia (e deveria) ter feito parte dela, seja como for as listas passam e a música fica (isto devia deixar-me mais confortável, mas afinal não deixa).
Posto isto vamos ao que interessa, a banda comandada por Peter Silberman anda nisto já há algum tempo e ao 4º disco os The Antlers assinam um disco repleto de tons obscuros, Hospice é um disco onde vive (e se vive) o Outono, está apinhado de tonalidades acastanhadas que quando mergulhadas nas neblinas criadas por Silberman trazem á tona a solidão, a saudade e a austeridade. O mundo criado por Hospice é um mundo bipolar, sulca caminhos percorridos a espaços, onde a tudo é dado uma atenção redobrada. Hospice é uma viagem épica-psicadélica, amortecida aqui e ali pelas paredes almofadas da instituição.

Momento Mágico: Sylvia


The Antlers - Hospice (2009) - Frenchkiss Records


The Antlers (site) & MySpace



2009/12/30

2009 em discos

Animal Collective – Merriweather Post Pavillion


B Fachada – B Fachada


The XX – XX


Grizzly Bear – Veckatimest


Andrew Bird – Noble Beast


:papercutz – Lylac


Nosaj Thing – Drift


Pink Mountaintops – Outside Love


Mayer Hawthorne – A Strange Arrangement


Cass McCombs – Catacombs


Lightning Dust – Infinite Light


Samuel Úria – Nem Lhe Tocava


Noah And The Whale – The First Days Of Spring


Fever Ray – Fever Ray


Discovery – LP


Dan Deacon – Bromst


João Coração – Muda Que Muda


Timber Timbre – Timber Timbre


Bat For Lashes – Two Suns


Memory Tapes – Seek Magic


Antony & The Johnsons – The Crying Light


It Hugs Back – Inside You Guitar


Moderat – Moderat


Chris Garneau – El Radio


Golden Silvers – True Romance


Atlas Sound – Logos


Girls - Album


Say Hi – Oohs & Aahs


Phoenix – Wolfgang Amadeus Phoenix


The Legendary Tigerman – Femina

2009/12/28

Chris Garneau

Uma pequena história fantástica...

2009/12/22

The Legends

Vozes angelicais e guitarras a ferver.

2009/12/13

B Fachada

Esperar e Encontrar

Muito se tem dito e muito se tem escrito, à volta das coisas que B Fachada vai fazendo na música, e o que vai surgindo na imprensa escrita ou nas linhas etéreas da net, vai desenhando um artista que se odeia ou que se ama irredutivelmente. Pessoalmente confesso que até ao Um Fim-de-Semana no Pónei Dourado (2009), ouvi-a com respeito, mas não o conseguia levar completamente a sério, teimava em vê-lo como uma espécie de Manuel João um pouco mais erudito e nada mais que isso. É desta forma e seguindo este argumento, que parti em direcção B Fachada (o álbum), sem compromissos e com normais expectativas.
Sabendo que não vou ser levado completamente a sério, vou afirmar que B Fachada, o disco homónimo e segundo deste ano de Bernardo Fachada, é provavelmente a melhor coisa que ouvi cantada em português nos últimos 10 anos (apetecia-me dizer mais…), um disco intimista e repleto de pequenas histórias, as quais Fachada conseguiu dar a ironia perfeita. B Fachada pode parecer um diamante em bruto, mas deixando entrar a luz em certos ângulos e tomando atenção a todas as suas verdadeiras formas, reparamos que é uma peça preciosa como poucas.
A abertura feita a “Responso Para Marido Transviado” marca o ponto de partida, para uma aventura entre a língua portuguesa e deliciosa voz de Fachada; “Cantiga de Amigo” é construída sobre a estrutura harmoniosa de rhodes, que mantém coesa toda a canção; “O Desamor”é uma viagem sem sair do sítio, é o perfeito retrato da eterna partida adiada, usando a palavras de Fachada “… não é preciso dor, para provar o desamor”; “A Velha Europa” é um carrossel mágico onde não se paga bilhete; “Tempo Para Cantar” é aquele tipo de canção perfeita, não há nada para dizer; a pura diversão “Estar à Espera ou Procurar” sai com a intenção de quebrar a melancolia do disco, ainda assim funciona como um calmante relaxante, um suave bater de pé.”A Bela Helena” é uma história idílica sobre o ciúme, construído com um brilhantismo inigualável, um tema lindíssimo; é com “Kit de Prestidigitação” que tenho a primeira noção do único defeito do disco, é curto, passa depressa…
B Fachada transformou-se num cantor adulto, num músico a serio, entrou para a lista dos músicos portugueses que merecem um altar.

Momento Mágico: Tempo Para Cantar



B Fachada (site) & MySpace


2009/12/08

Grizzly Bear

O ano está quase no fim, aqui e ali vão surgindo as listas dos melhores albuns do ano (o meu está em construção e sairá muito em breve - fiquem atentos). Fica para já um dos melhores temas de 2009.

2009/11/29

II Rock N' A. D. EGA

EGA - PAVILHÃO DA ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA - 2009/11/28

BOOSTER - MySpace


KARPE DIEM - MySpace


ANTI-CLOCKWISE - MySpace


GAZUA - MySpace


EX-VOTOS - MySpace

2009/11/25

Mayer Hawthorne

Palavras para quê....

2009/11/21

Atlas Sound

Mais um video para o brilhante disco Logos.

2009/11/18

The Legendary Tiger Man

Sexy Blues

Talvez as principais características da musica de Legendary Tiger Man, sejam a sua carga fortemente sensual, o arrastamento das suas composições e a forma descarnada como as interpreta. Se até agora estes foram alguns dos seus conceitos, com Femina tudo adquire uma dimensão ainda mais reforçada. Rodeado de imensas mulheres (Asia Argento / Maria de Medeiros / Peaches / Becky Lee / Rita Redshoes / Lisa Kebaula / Cláudia Efe / Phoebe Killdeer / Mafalda Nascimento / Cibelle), o Homem-Tigre abandona a posição de músico solitário, e com a destreza que lhe é tão particular constrói um álbum portentoso. Tema após tema, Paulo Furtado traça a preto e branco o desenho da mulher perfeita, delineando primorosas linhas de contorno e retratando o lado feminino das mais diversas tonalidades. Femina é rock-roll no feminino pelas mãos de um ser masculino, e ter consigo traduzir tudo isto com tanta mestria, prova que The Legendary Tiger Man é dos mais notáveis músicos da nossa praça.

Momento Mágico: These Boots Are Made For Walking


The Legendary Tiger ManFemina (2009) - EMI


The Legendary Tiger Man (site)
& MySpace


2009/11/15

Animal Collective

Mais um video retirado de Merriweather Post Pavilion (2009).

2009/11/03

The XX

Novidade Perfeita

Cada vez são menos as bandas que conseguem, logo ao primeiro disco focarem tanta atenção sobre si, aparentemente a razão disso terá mais a ver com nossa desconfiança, do que com uma divulgação/produção menos capaz, todo este raciocínio daria para uma curta tese, mas isso pouco importa agora, o que quero salientar é que essas bandas existem e estão por aí, à curta distancia de um clique, é só procurar (segue-se um exemplo do que falo).
A banda Londrina fundada em 2008, agarra na componente mais suave e mais elementar de uns Young Marble Giants e colando uns ritmos deprimidos de uns The Cure, produz uma sonoridade localizada algures entre o fim dos anos 80 e o principio dos 90. A magia criada pela conjugação das vozes de Romy Madley Croft e de Oliver Sim, reveste estes The XX de uma aura de aprazível sedução (“Crystalised” / “Stars”), um caminho de subtis manipulações (“VCR” / “Basic Space”) ou então uma paixão descontrolada (“Infinity”). Com o aproximar do fim de 2009, começo a esboçar a lista dos melhores do ano, sinceramente não sei nem imagino ainda, qual a ordem em que vou por este disco dos The XX, mas tenho quase a certeza que ficará nos 5 primeiros.

Momento Mágico: Infinity


The XXXX (2009) - Young Turks


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2009/10/26

Health

Ruído com Sentido


John Famiglietti (o homem-máquina por detrás dos Health), retoma após dois anos o mesmo conceito de minimalismo noise, a corrente então desenvolvida deu origem ao álbum com o mesmo nome e nele uma grande parte da crítica deu louvores, criando uma espécie de esperança delirante. Get Color resulta dessa confiança, a fé que anima este cosmos desvairado ganhou forma física em formato de rodela comprável (ou melhor descarregável) em qualquer bom estabelecimento de referência. Os Health seriam mais uma banda de noise, até porque tem tudo para o ser: guitarras iradas; sintetizadores em permanente loop; baterias a viverem uma pequena revolução industrial, a diferença nasce nas sombras sob a forma de espectro vocal, é aqui que reside a diferença, é na suave mistura que toda esta confusão ganha forma e sentido.

Momento Mágico: We Are Water


HealthGet Color (2006) – Lovepump United


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2009/10/16

Discovery

A Meias

A meio caminho entre a pop de efeito imediato e a electrónica de cariz corriqueiro, nascem os Discovery um disco feito a meias por Rostam Batmanglij (Vampire Weekend) e Wes Miles (Ra Ra Riot), que de braço foram dando corpo a um caleidoscópio de milhentos sons e cores. O que se encontra dentro do mundo escondido de LP, é precisamente aquilo que é imediato, as primeiras vezes que ouvi o disco, fiquei com a sensação que existe muita coisa escondida, sobre a qual temos de reflectir e procurar soluções necessárias, depois e com o passar do tempo, toda a neblina começa a levantar e nasce um dia maravilhoso onde o sol é rei e senhor. Um dos factores mais interessantes de LP, é não se contentar com uma única etiqueta, aliás se à coisa com que os Discovery não se importam é com rótulos, dentro de LP há pop experimental, electro, voice coder em exagero, se há um objectivo definido em Discovery, é precisamente não ter de descobrir rigorosamente nada.

Momento Mágico: Carby


DiscoveryLP (2009) - XL


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2009/10/13

Fever Ray

Quando a imagem e a musica encaixam na perfeição.