O pop ambiental desenhado pela e para a voz de Pat Grossi, transmite-nos a leveza de caminhos repletos de primaveras. Há em Active Child, uma permanente textura a algo inacabado, é como se o serviço só ficasse definitivamente pronto, num instante que nos entra nos ouvidos. Curtis Lane são 6 planantes passeios pelas 4 estações do ano, a dimensão climática deste EP é algo que provoca diversas sensações térmicas, há algo de meteorológico neste trabalho
Momento Mágico: Wilderness
Active Child – Curtis Lane - EP (2010) – Filter/Merok
O meu fascínio por Kapuscinki está a tomar uma dimensão gigantesca. Neste "O Outro" dá-nos a conhecer o que somos olhando para os outros. Em seis pequenas conferencias, relata qual é a dimensão universal do ser humano. Filosofia, história, antropologia, tudo cruzado com a experiência de viajante de Ryszard Kapuscinki.
"Heródoto parece afirmar que a xenofobia é uma doença dos apavorados que padecem de complexos de inferioridade, assustados só com a ideia de confrontação no espelho da cultura dos Outros." in O Outro
São poucas as bandas que logo ao primeiro acorde, conseguem com tanta eficácia criar um tão grande alarido e este quarteto consegui-o de uma forma libertadora, tudo isto feito através de uma “máquina” demolidora de produzir som. Para mostrar essa “máquina” usaram o formato EP, provando que não é pelo tamanho que morre o peixe. É Uma Água é assim o EP de apresentação de Paus, uma banda que se auto apresenta como sendo constituída por “Uma Bateria Siamesa, Um Baixo Maior Que a Tua Mãe e Teclados Que Te Fazem Sentir Coisas” – in MySpace e com cartão de visitas destes que precisa de maior ou melhor discrição? É Uma Água é um EP perfeito (como poucos o conseguem ser), Paus são uma banda genial (como muitas tentam ser e não conseguem) e assim se concluí que 2010 está feito no concerne à melhor coisa feita neste rectângulo. Nota Mental: Obrigatório ver ao vivo.
E cá está 4 anos de posts, umas vezes com mais frequência e outras vezes nem por isso, seja como for lá vou eu escrevendo e lá vão vocês lendo, por isso.... siga!!!
Um tratado filosófico acerca do chá, percorrendo todos os seus mais ínfimos sentimentos. Uma viagem ao mundo dos rituais chásistas, tendo como ponto de partida e de chegada o puro e simples prazer do gosto pelo chá.
A série mais fashion de todos os tempos, oferece-nos uma visita ao mundo da publicidade nos anos 50/60. A visão do sistema empresarial americano há 50 anos atrás, com todas as suas virtudes e defeitos, não deixa ninguém indiferente. Ah, e tem a Christina Hendricks
Um grupo de amigos decide criar um super grupo, inventam um nome, moldam o projecto e convidam ainda mais amigos (Justin “Bon Iver” Vernon, The Rosebuds, Doomtree, etc…), a coisa torna-se grande e a soma de toda esta confusão é um drug-rock espacial movido a anti-depressivos. Relayted é uma viagem com paragem em diversas estações e apeadeiros, cada vez que a viagem é interrompida são acrescentados novas pessoas e novas sonoridades. Repare-se por exemplo na beleza da primeira estação, “The Gaudy Side Of Town” onde a quantidade de cores e tonalidades cheiram a partida por todo o lado. Em “Cry” a magnifica cover de Godley & Creme é saudade em estado puro. “False Bottom” é um pequeno apeadeiro free-jazz, onde vive uma orquestra de metais em permanente improviso. "Crystal Rope" é semi-épico, uma voz cristalina montada em cima de uma batida melancólica e redonda. Relayted é assim um somatório de várias diferentes partes (algumas bem distintas entre si, diga-se de passagem), não sei se isto foi ou não intencional, mas sei (e sinto) que o ponto de partida é de uma objectividade tenaz, o que desde já me aconselha a ficar atento para o que poderá aí vir no futuro.
Uma série incrivel, um elenco perfeito com um brilhante Bryan Cranston a ser premiado com Grammy em 2009 e novamente nomeado em 2010, um argumento sem uma falha... obrigam-se a vós proprios a ver (fica o aviso e o trailer).
Kapuscinski é um contador de realidades genial, neste livro relata-nos o lento desaparecimento do império russo, desde do tempo dos czares até desmoronamento da URSS.
“O comboio dirige-se para um futuro luminoso. Condu-lo Lenine. De repente, pára, acabaram os carris. Lenine faz um apelo para que as pessoas trabalhem horas extraordinárias aos sábados; põem-se mais carris e o comboio pode continuar a viagem. Depois põe-se a conduzi-lo Estaline. E também se acabam os carris. Estaline manda fuzilar metade dos revisores e dos passageiros e obriga os outros a colocar carris novos. O comboio começa a andar. Krutchev substitui Estaline e, quando os carris terminam, manda desmontar os que ficaram para trás e pô-las diante da locomotiva. Krutchev é substituído por Brejnev. Quando as Únhas se tornam a acabar, Brejnev ordena que se corram as cortinas das janelitas e que se abanem os vagões de forma a que os passageiros acreditem que o comboio continua em marcha." (Y. Bórev, Staliniada) in O Império
2010 está a ser um ano soberbo, depois de muito apagar (e mover) é esta a lista dos melhores discos até ao momento (ordem alfabética):
Active Child – Curtis Lane [EP] Beach House – Teen Dream Besnard Lakes, The – The Besnard Lakes Are The Roaring Night Brendan Perry – Ark Caribou – Swim Darwin Deez – Darwin Deez Delorean – Subiza Dosh – Tommy Emeralds – Does It Look Like I’m Here Gayngs – Relayted Get Well Soon – Vexations Gil Scott-Heron – I'm New Here Gonjasufi – A Sufi And A Killer Holiday For Stings – Favorite Flavor LCD Soundsystem – This Is Happening Midnight Juggernauts – The Crystal Axis National, The – High Violet Paus – É Uma Água [EP] Scuba – Triangulation Surfer Blood – Astro Coast Toro Y Moi – Causers Of This
Logo que começaram os primeiros ruídos acerca da reunião de Brian Burton (a.k.a. Danger Mouse) e de James Mercer (The Shins), houve uma explosão de entusiasmo por tudo o que era site e ou blog, outra coisa não seria de esperar, visto o primeiro ser um dos melhores produtor/músico da actualidade e o segundo ser dono de uma voz inconfundível. A união destes dois excelentes talentos, resultam em 10 (curtos) temas de perfeitos contornos pop, de natureza fresca e completamente despidos de qualquer presunção, aliás é notável a forma como criaram um disco sem necessidade de provarem a ninguém do que são capazes, todo o disco transparece essa perfeita naturalidade de fazer musica apenas por puro prazer. Broken Bells percorre o mundo pop em “Vaporize”, tem com contornos electrónicos com “The Ghost Inside”, apoia aqui e ali com coros e orquestrações que enchem o espaço em branco que vai sobrando com “Sailing To Nowhere”. Broken Bells é um disco curto, mas intenso, fica no ouvido com muita facilidade, cumpre com mestria o seu intento.
O que estará acontecer para os lados de Brooklyn? Nos últimos anos tem sido impressionante, a produção musical que a que nos tem habituado esse distrito de Nova Iorque. É lá que nascem bandas e projectos tão díspares entre si (Vampire Weekend / Yeasayer / TV On The Radio / MGMT / LCD Soundsystem / The Strokes / Grizzly Bear / Psychic Ills), Darwin Deez poderá ser o próximo nome nesta lista, tem todos os tiques necessários para isso acontecer. Deez desenha a sua pop electrónica de uma forma simples, mas de contornos altamente eficazes, daí resultando uma colagem quase instantânea aos temas. Darwin Deez é assim um disco de, com contornos dançáveis ouça-se por exemplo “Constellations” ou “Radar Detector” ou então cai nas canções de elementar perfil indie-pop, ouça-se “Deep Sea Divers” ou “The City” Darwin Deez (o disco) aguarda assim, como todos nós a chegada de os dias solarengos, o seu disco homónimo é perfeito para os dias de praia, combina na boa com areia e cheiro a mar.
Os Levi’s Unfamous Music Awards são uma iniciativa da Levi’s de premiar o talento desconhecido de tantas bandas nacionais que por aí andam! E o único que as bandas que têm interesse em concorrer tem de fazer é ir a nossa página LEVI'S AWARDS, e onde diz PARTICIPE preencher a informação da banda e escolher e meter lá o single preferido deles e que também melhor os classifique como banda! O júri estará composto por membros da Levi’s®, MySpace, Match Your Sound e Blitz, que escolherão dois dos finalistas e o 3º será por votações no site, e a apresentadora será a Filomena Cautela!
Até dia 12 de Abril as inscrições estão abertas e dia 19 serão dados a conhecer as três bandas finalistas, que irão vão tocar ao lado da Linda Martini no Music Box, MUSICBOX, no dia 23 de Abril às 23h, na Gala da 2ª edição dos Levi’s Unfamous Music Awards, e para o primeiro lugar, a banda mais votada, um prémio de 3000 euros em dinheiro para lançarem a sua carreira musical!
E quem quiser vir assistir ao concerto poderá comprar os bilhetes antecipadamente (8€ ) através do site BLUETICKET, ou no dia do evento na porta (10€).